O Projeto Há Esperança – PHE é uma organização não governamental sem fins lucrativos, com foco no desenvolvimento integral de crianças e adolescentes, na construção e restauração de vínculos familiares, na prevenção ao uso de drogas, a reintegração de pessoas em situação de rua, ao abuso sexual que há na região de Campinas, baseando-se nos Valores Humanos.

ONG Parque Oziel
O Projeto Há Esperança iniciou suas atividades no Parque Oziel em 31 de Janeiro de 2016, atendendo:
Crianças do Parque Oziel/Gleba/Monte Cristo e Itatinga entre 05 a 16 anos, com oficinas de futebol, dança, desenho, informática, capoeira, muay thai, teclado, violão, bateria, teatro, reforço escolar, inglês, culinária infantil, entre outras atividades.

Em média atendemos 60 famílias do Pq. Oziel, Gleba, e Monte Cristo com cestas básicas, legumes, oficinas de artesanato, informática, culinária, manicure, empreendedorismo.

O objetivo principal é oferecer uma alternativa a população que se encontra em estado de vulnerabilidade, o que potencializa as chances de fracasso escolar, da evasão, da droga, prostituição, do crime, da carreira na delinquência, dos acidentes, dentre diversas outras situações maléficas para os indivíduos, situações cotidianas vivenciadas por essa população, em especial, às crianças na faixa etária entre 5 a 16 anos de idade.

Nosso foco esta pautado na inclusão social, nas mudanças positivas de comportamento, o preenchimento do “tempo livre”, o aumento do desempenho escolar, a aprendizagem das modalidades esportivas, o aperfeiçoamento do desempenho motor e o autoconhecimento.

Os trabalhos desenvolvidos abordam além do conhecimento, outros comportamentos fundamentais para essa população que se sente marginalizada na sociedade, como: respeito, cooperação, consciência do meio-ambiente, cidadania, a recuperação de autoestima etc. Evidenciamos que melhorando a condição dos filhos, os resultados acabam se estendendo as famílias, e por consequência para comunidade como um todo.

Tem sido meta do PHE, promover o voluntariado com a mobilização da própria comunidade. Acreditamos que a forma mais eficaz será a propagação do bem do conhecimento e acolhimento dessa população.

A Comunidade

O Parque Oziel, também formado pelo Jardim Monte Cristo, e Gleba são bairros nos quais em 1.500.000 m2 comportam hoje em dia 3.000 famílias, perfazendo em média 30.000 moradores. Com isto, esses bairros representam uma das maiores ocupações urbanas da América Latina.

Está localizado em Campinas, Estado de São Paulo e no link abaixo, há o histórico e relatos dos moradores.

https://parqueoziel.wordpress.com/historia/

Perfil dos Moradores

O Parque Oziel completa este ano de 2017, 20 anos de ocupação e, infelizmente, como em qualquer comunidade carente, há um consumo excessivo de álcool e drogas, muitos furtos e prostituição, inclusive infantil.

O bairro inclui-se na categoria E, considerados literalmente Excluídos, possui 70% de analfabetos e a renda média das famílias é de um salário mínimo ou menos.

Histórico Geral

Com a preocupação de assegurar espaços socioeducativos e de proteção que contribuam para o desenvolvimento social das crianças e suas famílias, o PHE atendeu em 2017 uma média de 100 a 140 crianças por semana, em períodos parciais, de segunda a sexta-feira no período da manhã, tarde e noite e sábados no período da manhã e à tarde, com exceção ao período de férias escolares em tempo integral.

O atendimento às crianças acontece através dos nossos voluntários, parte dos atendimentos e atividades a própria comunidade é o grande agente transformador.

Trabalho População de Rua

Dados

Uma Pesquisa Nacional sobre a População em Situação de Rua foi realizada pelo Ministério do Desenvolvimento Social com o objetivo de quantificar e qualificar os motivos que levam as pessoas a morar nas ruas, os maiores são: alcoolismo e/ou uso de drogas (35,5%), perda de emprego (29,8%) e conflitos familiares (29,1%).

Sendo a imensa maioria de quem vive nas ruas homens. Do total 82% é masculina. De toda a população masculina, a maioria é jovem: 15,3% são homens na faixa etária dos 18 aos 25 anos. A faixa da idade com o maior número de homens em situação de rua é a dos 26 aos 35 anos, com 27,1%. A população feminina representa os outros 18% do total de pessoas que vivem em situação de rua. A maioria das mulheres também é jovem e está nas ruas com idade menor do que a dos homens: 21,17% delas têm entre 18 e 25 anos e 31,06% têm entre 26 e 35 anos.

Ao contrário do que se pode acreditar no senso comum, a maioria dos moradores de rua são trabalhadores. Grande parte deles, 70,9%, exerce uma atividade com remuneração e 58,6% afirma ter alguma profissão, mesmo que fazendo parte da chamada “economia informal”, na qual não há um trabalho fixo, contratação oficial e carteira assinada. As atividades mais praticadas por eles são as de: catador de materiais recicláveis (27,5%), “flanelinha” (14,1%), trabalhos na construção civil, “pedreiro” (6,3%), entre outras.

Dificuldades

A vida na rua tem um marcador de tempo diferente, definido pelas perdas, pela indiferença e pelo sofrimento.

A precariedade vivida nas ruas afeta seriamente o ser humano na medida em que ele fica exposto a fortes situações de desamparo, violência, assistencialismo, preconceito, miséria econômica e psíquica.

Quando se perde a identidade e a função perante a vida, fica difícil ter expectativas quanto ao futuro. Sobreviver ao presente se torna uma disputa reatualizada a cada dia. Se não há futuro a ser construído, também não há sentido em buscar uma saída para aquela condição. Debaixo do viaduto ou no canto da praça, o morador tem um desafio ainda mais básico: ser alguém.

Fingir que não está ali se torna uma estratégia de existência. Assim, ele vai se tornando invisível. É uma perspectiva desumanizadora, em que o valor da vida passa a ser negligenciado.

Pensar na condição vivida pelos moradores de rua como uma “preferência” deles implica considerar viável uma rotina baseada em buscas ininterruptas: por alimento, por água, por proteção do frio, por uma trégua do sol, por um lugar para repouso, por um banheiro, por atenção, por um olhar, pela mínima sensação de que vai ficar vivo(a). Estar na rua significa estar alerta o tempo todo. Os moradores de rua criam uma intensa defesa contra a dor, o medo, a perda e a insegurança. Isso permite uma adaptação a situações inimagináveis.

Para alguns, ali está mais um morador de rua. Para nós, um amigo, um pai, uma mãe, um irmão, um cidadão com nome e biografia.

Não estamos aqui para julgar e sim ajudar.

Trabalho

Há mais de 12 anos trabalhamos com a população de rua da cidade de Campinas.

Atendemos semanalmente 500 moradores de rua.

Desempenhamos um trabalho fixo aos sábados na casa da cidadania, e durante a semana e domingos atendemos em nossa base no centro, o atendimento é voltado para população de rua oferecendo, roupas, banho, alimentação, atendimento médico, aconselhamento em dependência química, corte de cabelo, oficinas, ensino da palavra de Deus, entre outras atividades.

Trabalhamos com foco na construção e restauração de vínculos familiares, na prevenção ao uso de drogas, a reintegração e ressocialização desta população.

A rua é um mundo dentro do nosso mundo.

Albergue

Obviamente morar nas ruas não é uma condição fácil. Há que se lidar com uma série de questões inoportunas: violência, falta de saneamento básico, higiene, falta de alimentação, precariedade e o abandono de uma vida confortável em geral.

Na temporada de inverno abrimos nosso albergue para acolher moradores de rua da cidade de Campinas, tirando os do frio e da chuva, acolhendo-os com muito amor e calor humano. O propósito é a busca pela reinclusão na sociedade daqueles que se encontram em total abandono, oferecendo oportunidades de se tornarem cidadãos novamente, pois acreditamos que as relações sociais o convívio e a comunhão processam transformações radicais e profundas.

No ano de 2017 foram mais de 240 pessoas atendidas, com um resultado extraordinário de 33 pessoas que voltaram para suas famílias, ou que iniciaram a construção de uma família fora das ruas.